quinta-feira, 18 de abril de 2013

E eu te batizo...

Sempre fui uma pessoa muito indecisa. Indecisão na hora de escolher qual faculdade cursar, que corte de cabelo usar, que roupa comprar, qual marca de carro seria a melhor para mim, se devia ir a pé ou de ônibus, se adotava mais um gatinho ou não. 

Resolvi adotar.O próximo passo foi a escolha do nome do pequetito. E, eis que surge quem? A indecisão! 
Que nome escolher? 

Alguns nomes passaram pela minha cabeça: Calvin, Simba (porque eu acho que ele tem carinha de leão) e Zaki. Não conseguia me decidir por nenhum! O gatinho também não parecia se empolgar com nenhum dos nomes pois nem olhava na minha direção quando eu o chamava por algum deles. 

Meu marido vive me dizendo que eu escolhi sozinha o nome "Chloe" para a gatupira. Por isso, dessa vez, ele queria escolher o nome do gatinho. Ele é fã de estórias de samurais, mangá e anime. Por isso, queria um nome japonês para batizá-lo. O pequetito tem um pouco dos traços do siamês moderno, também conhecido como padrão oriental (basta reparar no focinho alongado). Aqui,cabe um parênteses pois existem dois padrões de gatos siameses :

- Siamês tradicional (Thai ou "applehead", por causa do formato da cabeça): originário da Tailândia, possui a cabeça arredondada, orelhas de tamanho médio e o corpo robusto. Durante anos, foi o padrão mais difundido da raça. 
Siamês tradicional

- Siamês moderno (ou oriental): possui a cabeça alongada, em formato triangular, orelhas mais compridas e um corpo magro, esguio e elegante. Há controvérsias a respeito da qualidade de vida destes gatos , os quais podem apresentar problemas de rins e cardíaco devido a cruzamos consaguíneos para desenvolver o novo padrão da raça. 
Siamês moderno
Pois bem! Parênteses fechado!


Além disso, o gatinho é clarinho, ou seja, "loirinho", e possui lindos olhinhos azuis. Meu marido gosta muito de um personagem de mangá que possui exatamente essas características... 



Sendo assim, nós resolvemos batizá-lo de NARUTO! 

O nome é diferente e confesso que eu também estou me adaptando a ele. Espero que o gatinho, ops, o Naruto também goste do nome e se habitue a ele logo. Afinal, depois de 25 dias sendo chamado de várias coisas como brancão, ratazana branca, coisa preta e pequetito, eu já estava com medo dele desenvolver uma crise de identidade... :)

Bem vindo, Naruto! 


terça-feira, 16 de abril de 2013

O tempo de cada um

Os dias vão se passando e as coisas vão se ajeitando entre Chloe e o "gatinho".
Aliás, gostaria de agradecer todas as opiniões, dicas e ajuda que venho recebendo de pessoas que possuem mais de um gato e que já passaram pela experiência de adaptação. Muito obrigada! Adoro ler cada post e e-mail recebido! 

No último post sobre os dois, questionei se aquele "pega" era brincadeira ou briga. Até hoje, não sei dizer ao certo! (rs) Hoje, já consigo perceber que os "pegas" estão cada vez mais com cara de brincadeira. Brincadeira bruta, diga-se de passagem. 

Fato é que eles não possuem maiores problemas, como dividir a caixa de areia ou a comida. Olha a prova aí:

Chloe: "Vou aproveitar que ele não está olhando..."
Nom nom nom nom

Chloe: "Jura que, agora, vou ter que comer sempre com esse daí ?"

Nom nom nom

Gatinho: "Já sei porque ela está tão gorducha assim..."

Chloe está ensaiando umas lambielas no pequeno que não duram mais do que 5 segundos. Logo em seguinda, se transformam no mais puro jiu-jitsu felino! E, ele, parece adorá-la! Vive pulando nela, se esfregando e tentando fazer amizade. Mas Chloe é durona e não dá o braço a pata a torcer tão fácil assim.
Cada um tem seu tempo, tanto as pessoas quanto os bichinhos. 

Não sei se eles serão "unha e carne". O que sei é que estão cada vez mais próximos um do outro a cada dia. 
E ter mais um gato em casa está tornado os dias da Chloe mais interessantes. :)


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Gatupirar

Fim de domingo foi dia de ... gatupirar no saco de papel!!!
(aproveitando o termo inventado pela May num dos posts do blog A Vida com Gatos)

Entrando no saco de papel...

Em primeiro plano

Em segundo plano
Ignorando

Cordinha de câmera é muito legal
Bigodes de arame
Modo pira entrando em ação

Judiação: dentão

Gremlin ?

Não. É só a gatinha mais linda que eu já vi!

terça-feira, 9 de abril de 2013

MMA felino

 Minha "gata riscada" sempre foi adepta das práticas de pique-esconde, captura de objetos jogados ao ar e outras atividades nas quais ela possa exercer suas habilidades felinas na mais pura essência: exercitar a caça. 
Este sempre foi um traço de personalidade marcante nela. 

Com a chegada do novo gatinho (sim, ainda não chegamos a um consenso sobre o nome aqui em casa), ela tem aproveitado para praticar... Fiz esse vídeo para ilustrar o que tem rolado aqui em casa nos últimos dias. Disse em post anterior que não sabia se era briga ou brincadeira. Acho que é briga mesmo (reparem a força  bruta que ela usa nas patas traseiras e os gritinhos do pequeno). Não reparem na tremedeira da câmera mas a Chloe é esperta e aproveita para atacar justo quando estou de costas para os dois. 
Tive que fazer a filmagem na correria. E então: briga ou brincadeira? 


quarta-feira, 3 de abril de 2013

Chegando de mansinho...

Hoje de manhã, Chloe deu um "mata leão" no pequeno gatinho. Estava me arrumando para ir trabalhar quando ouvi o gatinho soltando uns gritinhos. Fui olhar e a Chloe estava agarrada a ele, mordendo-o na garganta com força. Tive que sair correndo e usar o spray de água para separá-los pois não queria que ela o machucasse. 
Durante o dia, ela tem mantido o bullying: fica entocaiando o gatinho debaixo dos móveis sem deixá-lo sair, tenta atacá-lo, usa a caixinha de areia dele e dá umas corridas nele pela casa. Se chegamos perto dela quando ele está presente, ela costuma nos arranhar ou morder. Paciência, tigrinha..., fica calma...

Opa... estamos tendo um progresso aqui?

Hum... pela cara da Chloe, acho que não...

Gatinho não é bobo: resolveu se afastar. É mais seguro assim.

Chloe não dá descanso! Foi lá importunar o pobrezinho!

Confesso que estou com bastante dificuldade para distinguir uma briga de uma brincadeira.





segunda-feira, 1 de abril de 2013

Podemos ser amigos?


No último sábado, fez uma semana que trouxemos o novo gatinho para casa.
Para minimizar as chances de uma aproximação traumática, deixamos o novo gato isolado da Chloe durante esse período.

É impressão minha ou estou ouvindo um miado chatééérrimo?

O gatinho está bem. Ele é muito dócil, meigo e tagarela. Nos primeiros dias, ele miava DEMAIS e acho que foi porque estava sentindo falta da mamãe gata. Tadinho, ele estava totalmente "deslocado" em casa e perdido! A Chloe é uma gata muda e confesso que tive dificuldade em me acostumar com a tagarelice do pequeninho. Eu sempre achava que ele estava com fome, frio, dor, etc.,etc., toda vez que miava. Busquei concentrar-me no fato de que era melhor tê-lo em casa, seguro e bem cuidado, do que na rua. E, assim, fui levando.

Tagarela? Eu???

Coloquei-o separado da Chloe e a adaptação foi feita através de contato visual dos gatos pelas portas de vidro da varanda e uma pequena fresta. Assim, poderiam sentir o cheiro um do outro e se verem. Nos 3 primeiros dias, a Chloe rosnava, fazia fuzzz, bateu em mim e no meu marido, mas, não desgrudava do vidro. Estava toda curiosa! Acho que ela até reagiu bem pois eu esperava uma gata muito mais estressada com esse processo. Dias depois, resolvi colocar a caixa de transporte com o pequeno no meio da sala. A Chloe veio cheirar, rosnou, deu patadinhas na caixa, depois, sentou-se bem em frente dele. Ficou lá, encarando o pobre. Na segunda vez que fizemos esta experiência, o saldo foi melhor: ela não rosnou nem bufou.

Então, resolvemos dar mais um passo na "apresentação" dos dois e aproximamos o gatinho, no nosso colo, da Chloe. Deixamos que eles se cheirassem e só. Não houve fuzzz nem rosnados. Isso nos encorajou a sermos mais ousados... decidimos colocar os dois em contato na última quinta-feira. Meu marido soltou o gatinho perto da Chloe e ela não o atacou, apenas o cheirou e ficou "rodeando" o pequeno o tempo todo. Tivemos o cuidado de manter um spray de água a postos, caso a situação saísse do controle. Fiquei bem satisfeita em ver que ela não tentou matá-lo...rs

Hoje o cenário é o seguinte: ela está "tolerando" a presença dele mas não está morrendo de amores. Ele, tadinho, é super bonzinho e quer ser amigo dela, mas ela está relutante. Eles conseguem dividir o mesmo ambiente sem se enroscarem numa briga. De vez em quando, a Chloe dá umas patadas no gatinho o que tem deixado-o com receio de se aproximar muito dela. Ela o cheira bem no focinho, sem demonstrar hostilidade, mas, com alguma frequência, fica caçando-o pela casa e encurralando-o debaixo dos móveis. Eles ainda não brincaram juntos. Tentei usar brinquedos mas só o pequetito se interessa. Ela só o observa mas não interage nas brincadeiras. Eles também não dormem próximos um do outro. Um dia, ele tentou deitar-se perto dela e ela soltou um fuzzz bem na cara dele. Pobrezinho... 

Tô arrasado... queria tanto fazer amizade com aquela gatinha!
Ela até é parecida comigo: tem listras também!

Gente, por que ela não gosta de mim? Será que sou tão aterrorizante assim? 

Conosco, a Chloe está normal. A fase mordedora passou. Seu passatempo diário agora é tomar conta do novo gatinho e segui-lo pela casa afora. Hoje de manhã, quando abri a porta do quarto, estavam os dois sentadinhos me esperando. Quando me abaixei para cumprimentá-los, ela saltou sobre ele e o imobilizou, mordendo na garganta. Não interferi e fiquei observando se aquilo seria uma brincadeira ou uma briguinha. Pela posição das orelhas dela, percebi que ela não estava de brincadeira e separei os dois com um spray de água. Fiquei triste por ele, que não revidou em nenhum instante. Chloe, por outro lado, está se revelando uma especialista na arte do bullying. 

Não sei se a aproximação foi feita rápido demais e se devo ou não retroceder o processo, deixando-o separado dela como antes. Só os deixei dividirem o mesmo espaço porque, em NENHUM momento, houve sinais de rosnados, uivos, fuzzz e mordidas matadoras por ambas as partes. Ambos exercem seus hábitos felinos normalmente, um na frente do outro, como comer, dormir e usar a caixinha de areia. 

Por outro lado, sinto que a Chloe tem passado algum tempo intimidando o gatinho. Acho que ela quer se afirmar como "gata alfa"...
Por que acho isso?
1 - Chloe está com o hábito de se sentar e ficar encarando o gatinho e observando tudo o que ele faz
2 - Ela começou a usar a caixa de areia DELE
3 - Ela começou a comer a comida do pratinho dele, e não do dela (aliás, alguém tem uma dica de como controlar as refeições, dado que eles estão comendo rações diferentes? Devo dar o mesmo tipo de ração para ambos, por exemplo, ração de filhote?)

Sei que o tempo de convivência dos dois é ainda muito pequeno! É preciso paciência e cautela. Vamos ver se, no final das contas, eles irão se tornar melhores amigos ou apenas dividirão o mesmo apartamento. rs
Gostaria de ouvir a opinião de quem já passou pelo processo de adaptar um gato novo a outro já existente na casa. Será que devo separá-los novamente?

Opa! Vou aproveitar que ela está distraída e tentar me aproximar...

... vou fingir que nem estou vendo-a e fechar meus olhinhos...

Beleza! Está dando certo!  Já consegui me aproximar mais!

Agora é manter o controle e fingir que estou dormindo...

... mas eu estou mesmo é espionando... 

Chloe: Nem pense em se aproximar!
Gatinho: ZzzzZZZzzzzz (fake)


PS1: fizemos o exame PCR no gatinho para diagnosticar possível infecção com FIV/FELV e o resultado deu negativo! Viva!
PS2: não decidimos o nome dele até hoje! O que vocês sugerem?

E aí, galera? Que nome combina comigo?

domingo, 24 de março de 2013

New kitten on the block

Sempre adorei gatos. E desde mocinha vivia um pouco frustrada por nunca ter podido manter um.
Até que, depois de casada e com minha casa montada, eu e meu marido decidimos adotar a Chloe. 
Para nós, foi uma decisão e tanto e curtimos cada momento da adaptação dela à nossa casa. 

Algumas vezes, comentei no blog que pensava na possibilidade de adotar mais um gatinho (leia aqui e aqui) e recebi opiniões das pessoas que frequentam o blog de que poderia ser uma boa opção. Mas eu, como toda mineirinha, sou desconfiada, pé atrás, e penso 10.000.000 vezes antes de agir. Resultado: a decisão nunca foi tomada. 

Depois que voltei a trabalhar fora, comecei a pensar com mais frequência no assunto, dado que a Chloe passou a ficar o dia todo sozinha. Era ruim vê-la tão solitária e querendo atenção quando tudo o que eu desejava, depois de um dia de trabalho, era banho, comida e cama! Enquanto isso, fui a feiras de adoção e conheci alguns filhotes para ir amadurecendo a ideia (vide a reação colateral da Chloe ao cheiro deles). 

Até que recebi a notícia de que haviam abandonado, 6 filhotes (2 de três meses e 4 de dois meses) e uma mãezinha de uns 10 meses perto da minha casa, em um local onde outros gatos são tratados por voluntários da minha vizinhança (para relembrar a estória, clique aqui). Sábado, levantei de manhã e fui até lá. Encontrei com a "meninada", brincando e correndo entre as árvores e os arbustos. A mamãe gata veio ao meu encontro: muito dócil, pedindo carinho, e muito magrinha. Meu coração ficou partido. Fiquei ali por uns 30 minutos. Levei barbantes e bolinha de papel alumínio e resolvi dar um pouco de atenção a eles. Todos foram anunciados para adoção ou lar temporário urgente (pois estão ao relento e expostos na rua) mas, até o momento, não haviam conseguido ninguém para abrigá-los. Chamei meu marido para mostrar os gatinhos. Ficamos, nós dois, ali, observando e pensando... pensando... corações apertados... e resolvemos que iríamos dar uma chance a pelo menos um deles. Assim, decidimos adotar mais um gatinho! 

Pegamos a caixinha de transporte e o recolhemos para ir direto ao veterinário. Primeiros cuidados tomados, o levamos para casa e o deixamos isolado da Chloe, uma vez que ela já foi testada para FIV/FELV e ele ainda aguarda o resultado do exame PCR que faz um "scan" em possíveis vírus e doenças antes dos sintomas se manifestarem. Montamos caminha, potes de comida e caixinha de areia (que nós nem precisamos ensinar a ele como funcionava, rs) na nossa varanda com acesso ao quarto de estudos, caso ele sinta frio e queira entrar. A Chloe, por enquanto, só sente o cheiro e o vê pela porta de vidro da sala. Isso é o suficiente para desencadear muitos fuzzzz e patadas (inclusive em nós). Estamos dando bastante atenção para ela nessa fase pois queremos muito que a adoção dê certo e que ela aceite o novo morador. 

Há muitos animaizinhos espalhados por aí. Alguns em lares temporários, outros em gatis, e outros, menos afortunados, deixados ao relento... Se você pode, e deseja ter um bichinho de estimação, procure primeiro por estes e dê-lhes a chance de serem adotados. Talvez aquele companheiro que você tanto queria está mais perto do que você imaginava. E você nem precisa desembolsar uma fortuna para isso... 

Para quem é do Rio, ainda há 5 gatinhos e uma gata mãezinha, vivendo na rua, sob sol e chuva, esperando uma chance. Visite a página deles no Facebook . Divulguem! Vamos ajudá-los a encontrar um lar temporário ou definitivo! Foi de cortar o coração vê-los tão lindos e espertos deixados à própria sorte! 


E, finalmente, em primeira mão, apresento a vocês nosso novo amiguinho! 
Ele ainda não tem nome definitivo, portanto, aceito sugestões! 
Mas, atenção! Os níveis de fofurice são extremamente altosAssista com moderação! =^..^=

Primeira foto: tirando um cochilo enquanto espera a vez no veterinário

Ufa! Tô cansado! Fizeram coisas impronunciáveis comigo no veterinário...

Ei! Quem é você, moça?

Não tô vendo minha mamãe gata daqui

O que é essa coisa preta apontada pra mim? 

Oi! Subi aqui sozinho!!!

Essa mesa é muito divertida! Tem várias coisas legais nela!

Mas tô ficando com soninho... hoje o dia foi cheio!

Vou dormir aqui nesses papéis...
(colocamos um bichinho de pelúcia para fazer companhia para ele)