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sábado, 9 de junho de 2012


Primeiro post do blog!
Acho que ainda há melhorias a fazer, mas com o tempo vou ajeitando os detalhes.

Bom, sempre gostei muito de gatos. Na minha infância, morria de vontade de ter um, mas parte da minha família nunca aceitou muito bem a idéia. No início da adolescência, tive a chance de ter uma gatinha que foi encontrada no quintal da casa de uma amiga da minha mãe. Infelizmente, minha alegria não durou muito tempo pois, alguns meses depois, tivemos que deixá-la de novo com a antiga doadora quando mudamos para um pequeno apartamento. Os anos se passaram, eu fiquei adulta, e, por uma série de razões, impossibilitada de ter a companhia de um bichano em casa. Resultado: me tornei uma gateira frustrada!

Até que me casei e acabei mudando de cidade. Quando comecei a montar minha própria casa, percebi que realizar meu desejo era algo possível agora. Muitos medos passaram pela minha cabeça: “Será que vou dar conta de cuidar do bichinho? Será que meu pequeno apartamento é suficiente para acomodar nós três?”, “Como fazer quando tiver que viajar?”. E, assim, fui adiando a decisão. De vez em quando, eu e meu marido passávamos em algumas feiras de animais para doação e meu coração apertava ao ver os gatinhos abandonados, esperando um lar.

Até que um dia, passando por uma dessas feiras, deparei-me com uma gatinha que, instantaneamente, chamou minha atenção. Ela estava em uma gaiola com mais 3 irmãozinhos e era, de longe, a mais sociável de todos! Enfiava as patinhas pela grade para quem mexesse com ela e abria a boquinha para miar, mas... não saía som nenhum! Parecia que tinham apertado a tecla MUTE nela!!!  Quando a peguei no colo, ela começou a ronronar. Foi paixão à primeira vista! Mas meu senso de responsabilidade me inibiou de levá-la para casa de imediato. Ao invés disso, voltei me questionando se o apartamento teria condições ideais para abrigar responsavelmente um bichinho. Mas a “piquitita” não saía da minha cabeça! Resolvemos voltar à feira, torcendo para que ela não tivesse sido adotada! E, por sorte, lá estava ela! Com aparentemente 3 meses de idade, na gaiolinha, andando de um lado para o outro. Preenchi os papéis da ONG e o termo de responsabilidade. Pronto! Oficialmente, tinha adotado minha gatinha! A chegada em casa foi tranqüila e ela explorou cada lugarzinho cuidadosamente. Uma hora depois, já tinha usado a bandeja sanitária pela primeira vez. Demorou um pouco para começar a comer (aliás, acertar a ração foi um desafio!) e, aos poucos, ela foi se sentindo mais à vontade na casa nova. Seria preciso providenciar as telas de proteção nas janelas, as primeiras vacinas e vermífugo. O próximo passo foi escolher um nome. Demoramos um pouco e experimentamos alguns, de Jupira a Celina. E, então, finalmente a batizamos de CHLOE.

Posso dizer, de longe, que foi uma ótima decisão. Além de dar a chance a um animalzinho abandonado de ter uma vida melhor e mais saudável, ela foi minha grande companhia nos meus meses de adaptação na nova cidade. Quando me sentia sozinha, ela espantava o baixo astral sempre com uma gracinha ou outra, me fazendo rir e alegrando meus dias.

Hoje, Chloe já está com 6 meses, aproximadamente (como ela foi encontrada numa caixa de papelão com a mãe e o resto da ninhada, não sabemos exatamente sua data de nascimento).  Tem sido muito legal acompanhar seu desenvolvimento, a troca de dentes, sua recuperação de peso, pois ela chegou aqui muito magrinha. É tão gratificante! Chloe já foi castrada e já está pulando para todo lado!  

Resolvi fazer o blog para dividir, com gateiros e simpatizantes, um pouco do nosso dia-a-dia. Espero que venham muitos miaus pela frente!
=^..^=



Seguem algumas fotos da época em que adotamos a Chloe: “the early days”.